Gadgets: Quando a tecnologia sente o que você está fazendo

Kevin Lynch, CTO da Adobe, explica o poder dos gadgets em nos fazer entender onde você está e o que você está fazendo.
Será que os tablets e os novos computadores têm realmente o impacto que muitos afirmam? Steve Jobs está certo em afimar que o iPad trará um mundo pós-pc? Esta semana, Kevin Lynch, diretor de tecnologia da gigante de software Adobe, demonstrou como essas suposições parecem verdade.

O exemplo utilizado por Lynch, no Open Mobile Summit em Londres, foi criado para Tate Modern. Imagine, ele disse, se você é o dono de um tablet e entra em um determinado local, o dispositivo imediatamente “sente” onde você está e te diz as informações sobre o local ofecerendo maiores detalhes de acordo com seu deslocamento.

O aplicativo foi feito pela Adobe como uma “prova de conceito” para mostrar o que é possivel executar com o que temos de mais novo em tecnologia com o objetivo de incentivar as pessoas a criarem coisas que elas precisam quando usam um tablet ou um smartphone em algum ambiente.

Assim, a nova tecnologia é ajustada para encontrar o seu caminho rapidamente em nichos que tem se mantido inalterados(ou devasados) durante anos. A mídia e revistas já adotaram esta tendência e Steve Jobs usou o app Telegraph como um exemplo de empresas de sucesso usando o iPad.

Mas as revistas e sites também terão essa transformação igualmente profunda. Lynch usa o exemplo do aplicativo para a edição americana da revista de tecnologia Wired como algo que está mostrando o caminho. Uma imagem de Marte, por exemplo, pode ser tocada e então o usuário pode girar o planeta com o dedo para ver informações detalhadas sobre ele e como anda a exploração do homem até o momento. A qualidade das imagens, as informações e as animações são impressionantes.

No Brasil temos algumas iniciativas que não fogem muito do padrão com as revistas Veja e Época(que foi pioneira) com seus aplicativos para iPad. Ao que parece, as revistas brasileiras ainda não entenderam a riqueza de recursos e experiência do usuário pode-se ter com o iPad.

Lynch admite que “a publicação está passando por uma grande ruptura”, mas destaca que as revistas querem melhorar as suas versões digitais para que possam ser executados em todos os tipos de dispositivos, a partir de tablets com Android ou iPads. Isso porque eles querem mais receitas. “O cinema demorou cerca de dez anos para que os cineastas descobrissem o que eles poderiam fazer e criar uma revolução. Estamos vendo a mesma coisa, mas não vai demorar tanto tempo.”

Então são os tablets, seja em museus ou no sofá, que Lynch acredita que irão transformar a sociedade. Por enquanto ele admite que a leitura de revistas no iPad pode ser uma experiência ruim: “um mundo louco de interação”, como ele diz.

Mais adiante, no futuro, Lynch diz que devemos ter telas em todos os lugares e uma maior interação entre as elas, “displays dobráveis, projetores – toda a tecnologia que está ficando cada vez menor. O futuro será um monte de telas “, diz ele. “No momento, estamos pensando em tablets, mas também estamos pensando em uma forma mais ampla do que isso.”

Na prática, essa visão soa um pouco como Minority Report. A Adobe continua a oferecer pontes para uma variedade de dispositivos, de iPads à smartphones Android. Quando Lynch diz: “Isso só pode ser bom para o consumidor”, é difícil discordar.

FONTE: http://www.telegraph.co.uk/technology/news/8569705/Gadgets-when-technology-senses-what-you-are-doing.html

Leonardo França

Empreendedor/Nerd/Programador/Gamer, viciado em games desde seu primeiro video game - um Master System e entusiasta de tecnologias web, principalmente Flash Platform

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